30 de outubro de 2011

O cinema e os adolescentes

Ontem fui ao cinema com o R. Fomos ver o "Actividade Paranormal 3", que dizem que é para maiores de 16 anos. Ora se é para maiores de 16 anos, não pareceu. A sala de cinema ontem assemelhou-se a uma sala de um jardim de infância. Desde gargalhadas, fofocas, falatório e pipocas entornadas...aquilo foi um sem número de parvoíces e estupidez que jamais tinha visto. Se há coisa que me irrita é ir ver um filme ao cinema e não haver o mínimo de silêncio na sala. E ontem não houve. Mandei calar milhentas vezes, mas uma vez que a sala de cinema estava repleta de animais que parecia que nunca tinham saído de casa não tive muita hipótese. Não me ligaram nenhuma. Como se não bastasse, ficámos nas duas filas mais barulhentas. Era falatório atrás e à frente. À nossa frente estava um grupo de 4 rapazes que mais pareciam gajas. Falavam, gritavam quando apanhavam sustos, diziam asneiras alto e bom som, tapavam a cara cheios de medo para não ver as piores partes do filme, as que supostamente "assustavam". Essas partes já não assustavam, parecia mais um looping de uma montanha russa. Sabem quando estamos prestes a entrar num looping e toda a gente desata aos gritos? Pronto, foi mais ou menos isso. Assim que vinha uma parte que sabíamos perfeitamente que nos íamos assustar, lá a sala de cinema se punha toda aos gritinhos e aos guinchos como se estivessem a ter um descargo de adrenalina. Enfim. 

Atrás de mim ouviam-se conversas de gomas, pipocas, gajos e "ai 'tou com tanto medo, vou-me borrar toda!" Sim, foi essa expressão: "borrar". E dita bem alto, para toda a sala de cinema ouvir. Não sei se era eu que estava na sala errada, ou se isto hoje em dia é normal, porque na verdade já não é a primeira vez que isto me acontece. Quando eu tinha 16 anos não fazia estas figuras. Terá sido porque fui bem educada? Ou será que os tempos mudaram tanto que já não é proibido fazer barulho no cinema? Bom, proibido nunca foi, mas o bom senso diz-nos que falar durante um filme no cinema não é suposto. Digo eu. Porque é que as pessoas pagam 6€ para ir ao cinema e passam o tempo todo a falar e a fazer barulho? Não vale mais irem para um café, um bar, uma discoteca, um jardim...? Ou então, porque é que vão ver filmes de terror se morrem de medo e passam o tempo todo com a cara tapada e a dar gargalhadas nervosas? E dizem vocês "então mas porque é que não chamaste alguém ou deste um sermão?" Pois, uma vez que estavam para aí umas 100 pessoas dentro da sala a fazer a mesma coisa, não me parece que alguém fosse fazer alguma coisa, não iam expulsar as 100 pessoas, de certeza. 

Um conselho aos adolescentes que tiveram ordem de soltura para ir ao cinema: tenham juízo, poupem o dinheiro dos vossos pais e não vão ao cinema. E se forem, CALEM-SE E DEIXEM VER O FILME EM PAZ!

28 de outubro de 2011

I'm gonna shake it out...


Absolutamente viciante, estonteante e vibrante! (e tudo o que mais há acabado em "ante", que isto hoje está-me a dar para a parvoeira)

Ainda a propósito de prendas de Natal...

 Timberland PREMIUM 14 Trigo / Nubuck
estas...
 Timberland PREMIUM 14 Topeira / Nubuck
...ou estas.

Ia ficar muito feliz! :)

27 de outubro de 2011

Quando o telefone toca na sala ao lado

Se há coisa que me irrita é telefones a tocar e ninguém os atender (estou a falar de telefones do escritório). Conheço pessoas que conseguem trabalhar e ter o telefone a tocar sem que isso perturbe o seu trabalho. Eu não. Pura e simplesmente não consigo. Tenho que atender sempre! Mas como muitas vezes tenho coisas urgentes para fazer e não posso estar constantemente a atender o telefone, das duas uma (e aqui me confesso, ai...): ou tiro o telefone do descanso (o que normalmente não dura muito tempo, porque o barulhinho que o telefone faz quando está fora do descanso também me irrita), ou tiro o som do telefone. Sim, eu sou muito má, sou horrível, uma irresponsável que não atende o telefone quando mais deve, pode ser uma coisa grave e eu feita estúpida não atendo porque sou uma egoísta que só pensa em si e no seu trabalho sem querer saber dos outros. Sim, eu sou essa pessoa.

Por outro lado, a pessoa que se encontra na sala ao lado não atende o telefone e deixa-o tocar. Embrenhadíssima no seu trabalho, nos seus pensamentos, essa pessoa pura e simplesmente não ouve o telefone, como se tivesse bloqueadores de toques telefónicos embutidos nos ouvidos. E não atende. Conclusão, eu não oiço o meu telefone quando estou a fazer um tipo de trabalho que exige muita concentração ou porque o tiro do silêncio ou porque lhe tiro o som, mas oiço o telefone do lado, porque a pessoa da sala ao lado não liga "patavina" ao telefone.

Mas ainda há os que telefonam para nós que, enfim, numa tentativa desesperada de falar connosco, deixam tocar o telefone como se não houvesse amanhã. Deixam o telefone chamar durante uns bons 10 minutos (sim, eu já cheguei a contar). Para os que telefonam e ninguém atende, das duas uma: ou a pessoa não quer atender ou NÃO ESTÁ! Portanto, seja uma ou outra, acho que nos apercebemos muito antes de passarem 10 minutos não? Digo eu, com os nervos...

A Mentira e a Prepotência

Estas duas palavras têm-me acompanhado ao longo de muitos anos. Não porque seja eu a praticá-las, mas porque muitas das pessoas que me rodeiam as praticam.

Entristece-me que sejam necessárias várias mentiras para se chegar onde quer, para se alcançar todos os objectivos. Para mim, a mentira não passa de um mau (péssimo!) meio para atingir um determinado fim. Chama-se a isto jogo sujo, e com isto eu não lido. Não fui educada para compactuar com mentiras e omissões, muito menos para as praticar para atingir tudo aquilo que quero. O que tenho atingi com muito esforço, trabalho e dedicação, e o que quero sei que também irei alcançar desta forma.

A mentira enoja-me, assim como a prepotência.

A prepotência é uma coisa atroz, que me enjoa e dá dores de cabeça. O simples facto de toda a gente se achar a "última bolacha do pacote", como diz a minha amiga T., irrita-me. Sei que não somos todos iguais, e que uns têm mais oportunidades, capacidades e facilidades que outros. Mas daí a acharem-se o supra-sumo calma lá! Adoro quando vêm com as teorias de que "ah eu faço isto, faço aquilo, fiz isto, fiz aquilo..." quando eu sei que isso não é verdade, não passa de "show off" para as outras pessoas, para se terem uns aos outros em boa conta. A bem da verdade, eu sei que essas pessoas sofrem de uma insegurança tremenda e muitas das vezes, aquilo que dizem que fazem e que acontecem, não são eles que fazem e que acontecem, são outros invisíveis que fazem por eles e que, independentemente das capacidades que os invisíveis têm, são "as últimas bolachas do pacote" que levam os louros. Mas e quando é para o mal? Ah, quando é para o mal...aí os invisíveis vêm à tona, porque foram eles que fizeram o mau trabalho, a culpa foi toda deles, e "as últimas bolachas do pacote" descartam-se das culpas, arranjando mil e uma justificações para o que aconteceu, sem que nada os atinja a eles de alguma forma.

E pronto, é isto.

Se eu soubesse...


...tinha deixado o Clio em casa e vinha a voar...Se calhar até tinha chegado mais depressa.

26 de outubro de 2011

Eu sei que disse que estava farta do calor...

...mas também não pedi esta chuva. Venha o frio, adoro frio, mas com Sol, por favor! Please! Não se aguenta isto! Roupa ensopada, cabelo todo desgrenhado e em pé, botas molhadas (que ficam com um aspecto sujo!), arghhhhh!

Já para não falar nos acidentes nas estradas...hoje passei o dia a ouvir ambulâncias para trás e para a frente como se não houvesse amanha! (Com esta chuva toda começo mesmo a considerar a hipótese de o fim do mundo estar próximo.) Porque é que em tempo de chuva, principalmente nas primeiras chuvas, as pessoas conduzem da mesma forma que conduzem com a estrada seca? É ridículo! Eu tenho um medo desgraçado de conduzir com chuva, não por mim, mas pelos outros malucos que por aí andam, sempre "a abrir" e a enfiar-se para a frente dos outros carros "à Fitipaldi"! Credo...Enquanto chove e não para vou andar por aí a 50km/h...Portanto se virem um Clio preto a andar muito devagarinho não buzinem, sou só eu a proteger-me, ok?