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21 de novembro de 2012

O que fazer...

...quando tudo aquilo pelo que lutámos começa a definhar?

O que fazer quando as nossas perspectivas desabam sem amparo?

O que fazer quando já não nos podemos agarrar a tudo aquilo que temos, porque nada é garantido?

O que fazer quando estamos num país que só destrói a nossa vida, a nossa pátria?

O que fazer quando perdemos a noção de futuro próximo, de objectivos a curto prazo, porque tudo daqui para a frente é uma penumbra?

O que fazer quando só me apetece chegar do trabalho, enfiar-me no pijama e esconder-me do mundo?

O que fazer quando me perguntam "e agora, o que vais fazer"?

O que fazer quando não sei responder à pergunta anterior?

O que fazer quando o sentimento é ter vergonha de ser portuguesa?

O que fazer quando a única esperança é não ter esperança de todo?

Perguntas que me assolam, que me roem por dentro, que me angustiam...Perguntas que não têm resposta, que não têm solução.



10 de outubro de 2012

O monstro mais actual...

...bateu-me à porta. Não me atingiu a mim, pelo menos directamente, mas atingiu o R. 


Desemprego...
Horizontes perdidos...
Planos adiados...
Auto-estima abalada...
Dúvidas...

5 de outubro de 2012

Ironias do catano...


No feriado que nos foi retirado por estes senhores, hoje, dia 5 de Outubro de 2012, a bandeira nacional é hasteada ao contrário. Hoje celebram-se 102 anos da República Portuguesa. Foi neste dia que o Partido Republicano Português destituiu a monarquia constitucional e implantou o regime republicano. 102 anos depois, e no último ano em que podemos celebrar o 5 de Outubro, hasteamos a bandeira ao contrário. Não sei se devemos considerar isto uma provocação, uma coincidência ou um lapso. Pela parte que me toca não acredito em coincidências e não me parece que possa haver um lapso por parte do Protocolo, que não pode de todo falhar. Resta-me a primeira hipótese.

Vergonhoso, no mínimo.

11 de setembro de 2012

Adenda ao post anterior...

Como se tudo aquilo não bastasse, parece que o IVA vai aumentar para a taxa máxima: 26%. Está certinho. Recebemos menos 7% no ordenado bruto (porque líquido devem ser aí uns 12%), o IVA aumenta e nós vamos passar fome para poder pagar as nossas casas.

Estão a fazer um excelente trabalho a levar o nosso país à falência. Continuem.

10 de setembro de 2012

Expliquem-me como se eu fosse muito burra...

Então vamos passar a descontar 18% para a segurança social? Isso significa que vamos receber menos no que toca ao "ordenado" em si, certo? Porquê? Porque vamos encher os bolsos ao Estado. Para quê? Para vivermos todos na merda e sustentar os vícios do Estado.

Já agora expliquem-me também em que medida é que isto vai resolver a situação do país...Não irá agravar ainda mais a nossa situação? É porque se já andamos "à rasca", assim ainda pior. Vamos deixar de ter dinheiro para consumir certas e determinadas coisas, e mesmo o dinheiro para comer começa a escassear. Expliquem-me, então, em que medida é que isto ajuda a economia portuguesa? Pergunto eu, mais uma vez, não irá agravar? Se não há dinheiro não se consome, se não se consome a economia pára.

Não me venham justificar todas estas questões com o típico "ah, o povo é que votou nele, agora sofremos as consequências..." Poupem-me! Se a maioria votou nele foi porque ele prometeu muita coisa. Ainda não vi nada de promessas cumpridas, só o vejo a fazer exactamente o contrário. Portanto, a culpa não é do povo, é da merda do PM.

Já agora, eu não votei neste senhor. Nunca me inspirou confiança. Mas isto sou eu...


7 de julho de 2012

Então e o Relvas?


Depois de saber que o motorista deste "senhor" ganha 70 mil Euros ao ano (WTF), a cereja no topo do bolo é mesmo uma Licenciatura em Ciência Política feita num ano. Tudo feito a partir de equivalências de competências (?) profissionais, o que, segundo a lei, não deve ultrapassar 10% do curso INTEIRO. Ok, não deve mas pode. Ou só para alguns é que pode

De facto não há nada neste governo que seja bom e puro, é tudo podre! Um tira a Licenciatura a um domingo, outro tira a Licenciatura num ano...

Valha-nos Deus...

5 de julho de 2012

Hoje arrisquei...

Quem me conhece sabe que não gosto de arriscar. Apesar de ser impulsiva, nunca arrisco muito. Mas hoje arrisquei e esta atitude poderá levar-me a mudar de rumo a nível profissional. Vamos ver no que dá. Seja qual for a resposta, sei que vai ser difícil tomar uma decisão no final. 

As mudanças são sempre assustadoras para mim, mas se for para melhor porque não arriscar?

6 de junho de 2012

Coisas que me irritam #6

Tudo o que envolve dinheiro me irrita. Principalmente quando o dinheiro é MEU! Já não basta ser uma "jovem em início de vida" a pagar as prestações da sua primeira casa (que me deixa completamente lisa!) e a descontar balúrdios para encher bolsos a alguém que trabalha lá para os lados de S. Bento, agora também não vou receber subsídio de férias! Não, não sou funcionária pública nem coisa que se pareça, mas...A minha entidade patronal não tem € para me pagar o subsídio...Nem a mim nem a ninguém.

Mas o que me irrita verdadeiramente é a absoluta falta de gestão desta gente...E a diferença de ordenados que por aqui abunda! Aqui um ordenado gigante significa pouca produtividade e um ordenado miserável muita produtividade a tempo e horas e com bastantes sacrifícios. Diria eu que as relações "qualidade/quantidade/preço" estão ou pouco (pouquíssimo) invertidas. 

Se eu já achava que estava a ver as minhas férias fora de Lisboa por um canudo...Agora então nem o canudo vejo...

7 de abril de 2012

Coisas que me irritam #4

Se há coisa que me irrita, mas que me irrita mesmo é ter que pagar alguma coisa ao Estado...Seriously, já não basta o que descontamos durante o ano, agora ainda tenho que pagar IRS? What the hell, já não se pode trabalhar "mais um bocadinho" para poder ter uma vida desafogada vem logo o monstro das finanças cobrar X ou Y porque ganhei mais que isto ou que aquilo...

Depois vejo as notícias e...percebo rapidamente. O carro onde seguia o Mário Soares, com o seu fiel motorista, foi apanhado a circular a quase 200km/h na A8...Foi multado...E o Sr. Mário Soares diz que quem paga é o Estado. Eu digo que quem paga sou eu, ora bolas!

15 de fevereiro de 2012

Piegas or not?


Caro Pedro Passos Coelho, queres mesmo falar de pieguices? Ora, eu cá piegas não sou. Estás sempre a pedir ao povo para ter calma, porque estamos em dificuldades. Tu lamentas-te da situação do país e também compreendes, dizes tu, a situação aflitiva das famílias portuguesas. Pedes mais calma, mais calma, mais calma, e depois é cada tiro cada melro, dás uma no cravo e outra na ferradura, é claro que o povo se queixa, mas só um bocadinho, até porque nós portugueses até somos muito da onda do "deixa andar que isto melhora" e não nos queixamos. A partir do momento que nos tiras as calças, as cuecas e as camisolas aí choramos mas é de frio. Quando nos tiras o pão da boca, porque aumentas o IVA de tudo, quando nos tiras o subsídio de Natal que é nosso POR DIREITO (sabes o que isso é? Falhaste essa disciplina na faculdade, com certeza) aí choramos, mas é de fome. Portanto, Sr. Primeiro-Ministro, antes de nos chamares piegas sê coerente nas tuas atitudes. Assim o povo não chora.

Ah, e se algum dia passares por mim na rua vamos ver que é o piegas. Just saying.

17 de outubro de 2011

Da Manifestação de dia 15 de Outubro de 2011

"Milhares de indignados, 100 mil segundo os organizadores, entre jovens, precários, reformados, empregados, pessoas de meia-idade, idosos, e até famílias inteiras, desfilaram ontem em Lisboa para protestar contra o actual estado do País e exigir uma nova política mais participativa. A marcha ficou marcada por momentos de tensão que obrigaram ao reforço policial. Já perto da meia-noite, a PSP começou a dispersar os manifestantes, tendo empurrado os ‘indignados’ até ao último degrau da escadaria do Parlamento, entre gritos e protestos. Da assembleia geral que se seguiu, saiu um apelo a uma greve geral." (in Correio da Manhã, 16 de Outubro 2011)


Podia ler-se no Correio da Manhã esta notícia. Até aqui tudo bem, toda a gente tem direito à manifestação, e quanto a mim não lhes tiro qualquer razão. Acho que o país precisa de medidas drásticas, os políticos precisam de ser "apertados", e as prioridades das decisões políticas devem ser "afinadas". Contudo, qual não é o meu espanto quando leio isto (continuação do trecho anterior):
"O primeiro momento complicado da ‘marcha dos indignados' aconteceu ao final da tarde, quando os manifestantes ocuparam as escadarias do Parlamento, provocando a intervenção da polícia, que logo reforçou o contingente do Corpo de Intervenção e blindou o Parlamento com cerca de 50 agentes no cimo da escadaria. Ao final da noite, a PSP desceu os degraus, sendo obrigada a empurrar muitos manifestantes que se sentaram em protesto."

Bom, em primeiro lugar devo dizer que fazer uma manifestação em frente ao Parlamento a um Sábado é como ir a um centro comercial no dia de Ano Novo: ESTÁ FECHADO! E dizem-me assim "Ah, mas a manifestação não é para ir ter com os senhores do Parlamento, é para simbolizar a nossa insatisfação com o Governo, e para isso juntamos toda a gente num dia em que toda a gente possa e vamos para a escadaria do Parlamento", e eu respondo "Hã hã, então vamos todos desatar aos gritos e puxões de cabelos em frente ao Parlamento para a polícia ver e transmitir aos senhores do Parlamento que estamos todos muito tristes? Ah não, espera, sempre temos os meios de comunicação social, que transmitem tudo, e assim os senhores do Parlamento podem ver que estamos todos muito descontentes no conforto das suas casas...Sim, ao menos sentem-se seguros e pensam que o melhor mesmo foi combinarem uma manifestação a um Sábado, caso contrário estariam tramados e levariam porrada de três em pipa destes manifestantes doidos que estão na escadaria do Parlamento".

Depois vejo nos telejornais que o problema não foi só os manifestantes se encontrarem nas escadarias do Parlamento e causarem uma panóplia de desacatos verbais. Como se não bastasse, os queridos manifestantes galgaram as "barreiras policiais", quais estrelas do atletismo português, e quiseram invadir o Parlamento. Oh senhores, vamos lá ver: uma coisa é manifestarmos, aceito, compreendo, e muitas vezes devia ter ido a manifestações e não fui. Outra coisa é invadirmos um edifício. Ainda para mais quando sabemos que não está lá ninguém porque é fim de semana! Mas enlouquecemos de vez? E iam entrar para quê? Para verificar se o Senhor Pedro Passos Coelho (vou só ali vomitar e já venho) está a fazer horas extras? (Hora de rir a bandeiras despregadas, vamos lá pessoal!!!!!) Por favor, não estão à espera que estejam reunidos todos os senhores deputados a decidir a reformulação do Orçamento de Estado, só porque estão aí uns 100 mil manifestantes a ameaçar entrar no Parlamento. E se entrassem no Parlamento? Iam fazer o quê? Partir aquilo tudo? Bater nas pessoas (se é que estava lá alguém)? Hã, senhores? 

Concordo com o que o Senhor Camilo Lourenço (gosto muito muito de ouvir este senhor, diz com cada coisa!) comentador das manhãs da M80 diz: "uma coisa é manifestação, outra coisa é arruaça. E que eu saiba ainda não somos a Grécia". E mais nada, quem fala assim não é gago. You go, Camilo Lourenço!

15 de outubro de 2011

Ai Portugal, Portugal...

"Oh mar salgado,
Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal"
(Fernando Pessoa)

Tradução para os nossos dias:

Oh Políticos merdosos,
Quanto das vossas mentiras são a desgraça de Portugal!