As coisas só têm a importância que nós lhes atribuímos. Por isso, e depois de sábios conselhos, comecei a rever as minhas prioridades. E não é que as coisas estão a resultar?
Um passo de cada vez, mas tenho fé nesta minha nova fase de libertação do "eu" negativo!
...são coisas que não tolero. Em nenhuma ocasião. Muito menos no trabalho.
Chego do almoço e no átrio encontro uma pessoa que não via há uns anos. Diz-me que está ali à espera de uma pessoa da qual não sabe o nome. Para ajudar, eu pergunto à menina da portaria "de quem é que esta senhora está à espera?"...Resposta: "Hã???" (nervos, muitos nervos, respirar fundo e...) "de quem é que esta senhora está à espera??"..."Está à espera da D. X, mas só ela é que pode resolver o assunto!" (ok, eu também não o ia resolver, mas enfim).
Tendo em conta que o tom que a menina utilizou quando me respondeu, e para salvaguardar futuras situações semelhantes, mais tarde telefono para a alertar de que não se responde "hã" quando não percebe a pergunta, muito menos naquela frequência sonora (leia-se quase-grito), sob pena de as outras pessoas a considerarem mal educada/rude. Resposta: "eu não disse 'hã', VOCÊ (nervos, muitos nervos) é que percebeu mal!".
E um bocadinho de humildade, não? Pedir desculpa pelo sucedido, não?
Por mais que não acreditemos, a verdade é esta: a vida acontece-nos e nada podemos fazer contra isso. Como já disse num outro post, as pessoas aparecem na nossa vida por alguma razão. Umas más, outras boas, mas há sempre uma razão para conhecermos aquela pessoa. Às vezes as coisas correm bem, mantemos contacto. Outras vezes nem por isso e desligamos.
É verdade que nem sempre tenho cruzado com as melhores pessoas, e são raras aquelas com quem me cruzei "por acaso" e que mantive contacto. Essas raridades existem na minha vida. Não foram forçadas a cruzarem-se no meu caminho, mas cruzaram-se. E eu agradeço a Deus por isso. Se por um lado venho desabafar sobre as amizades com quem não tenho tido sorte, por outro também tenho que agradecer às que estão na minha vida "por acaso" mas que se mantêm pelas melhores razões.
É bom saber que existe neste mundo quem entenda a minha cabeça confusa.
Depois de saber que o motorista deste "senhor" ganha 70 mil Euros ao ano (WTF), a cereja no topo do bolo é mesmo uma Licenciatura em Ciência Política feita num ano. Tudo feito a partir de equivalências de competências (?) profissionais, o que, segundo a lei, não deve ultrapassar 10% do curso INTEIRO. Ok, não deve mas pode. Ou só para alguns é que pode.
De facto não há nada neste governo que seja bom e puro, é tudo podre! Um tira a Licenciatura a um domingo, outro tira a Licenciatura num ano...
Sempre fui daquelas pessoas que gosta de toda a gente à primeira impressão. Não sei, gosto de me dar com pessoas, gosto de comunicar, partilhar experiências. Assim que me identifico com uma pessoa dou muito de mim...dou tanto que às vezes eu própria estranho. Mas não dou para receber algo em troca...Dou porque sou mesmo assim, gosto de dar, gosto de agradar. No entanto, também sei que nas amizades existem dois lados, não apenas um. Não posso ser sempre eu a dar...
Gosto de me sentir querida pelas outras pessoas, e isso muitas vezes não acontece. Gosto que as pessoas demonstrem que têm saudades minhas, que querem estar comigo porque sou uma pessoa agradável. Mas às vezes parece que se torna uma obrigação estarem comigo e já não estão de boa vontade. Este é um episódio recorrente na minha vida.
Tenho amigos e amigas de infância? Claro que sim e adoro-os de coração! Estou com eles com frequência? Não tanto quanto gostaria...Porquê? Não sei...Mas sei que tenho mais tempo para as pessoas com quem não devo estar...Complicado? Muito. Mas parece que eu sinto que há amigos que estão garantidos e outros que não estão. E os que não estão garantidos eu quero fazer com que estejam. Não sou eu que tenho que fazer essa escolha, não é? As coisas acontecem por si só e eu não tenho voto na matéria. Angustia-me eu ter este tipo de discurso e fazer exactamente o contrário...Mas não estou mesmo a conseguir "despegar-me" disto!
Não sei se acreditam em karmas, mas eu acredito. Deparo-me sempre com o mesmo tipo de pessoas ao longo da minha vida, sofro sempre, caio sempre e nunca aprendo. Sei que isto me acontece por alguma razão, mas não sei qual. Sei que não é por acaso que estas pessoas me aparecem na vida, que eu tenho que aprender alguma coisa com isto, que tenho que resolver isto de alguma maneira mas não estou a conseguir decifrar o que é.
Preciso seriamente de estar sozinha, só comigo, reflectir e esperar que o Universo me traga aquilo que eu preciso e que afaste de mim tudo aquilo que me faz mal...